Foto: Reprodução.
As ameaças foram repassadas
inicialmente por telefone e, depois, por áudios.
Seis vereadores de Potiretama,
no interior do Ceará, registraram um boletim de ocorrência por ameaça na
Delegacia de Polícia Civil de Alto Santo. Jean Filho (PSD), Jozi (PP),
Robertinho (PP), Francélio Amorim Freitas (PP), Cristiano (PP) e Daiane (PSD) denunciam
supostas intimidações feitas por um empresário da cidade.
De acordo com o registro
policial, feito nesta terça-feira (30), as ameaças partiram de um homem ligado
a uma empresa que presta serviço ao Município.
Os parlamentares questionaram
o contrato em sessão plenária na Câmara Municipal de Potiretama e chegaram a
realizar diligências em endereços ligados à empresa.
No relato feito à Polícia
Civil, os vereadores afirmam que, após essas ações, passaram a circular na
cidade boatos de que o empresário teria feito intimidações contra integrantes
do Legislativo durante uma conversa em uma mesa de bar, no centro de Potiretama.
As ameaças foram repassadas inicialmente por telefone e, depois, por áudios.
Além das intimidações, o boato
citava ainda que o empresário teria contratado um pistoleiro para cometer o
homicídio. O suspeito não citou nominalmente todos os alvos, o que levou os
vereadores a tratarem a intimidação como coletiva. Diante da gravidade da
informação, os parlamentares decidiram procurar a Polícia Civil e formalizar a
denúncia.
Acusado alega inocência
Suspeito de ser o responsável
pelas ameaças, James Martins informou que se apresentou voluntariamente à
Delegacia de Polícia e está à disposição das autoridades para a “busca da
verdade real”, segundo nota da defesa do acusado.
“A defesa manifesta a absoluta
inocência do acusado, reafirmando que as denúncias são desprovidas de qualquer
suporte probatório e fundamentam-se em narrativas distorcidas com nítida
motivação política”
Nota do escritório AC
Carvalho, por meio do advogado Abdias Carvalho
O advogado informou, ainda,
que refuta qualquer tentativa de utilizar o aparato policial para fins de
perseguição ou intimidação. “Reiteramos nosso compromisso intransigente com a
justiça e com a honra de nosso cliente, confiantes de que a investigação técnica
comprovará a improcedência total das acusações”, finalizou.
Vereadores dizem cumprir papel
constitucional
No depoimento, os vereadores
afirmam que a fiscalização teve como único objetivo o cumprimento do papel
constitucional do Poder Legislativo, que é fiscalizar os atos do Executivo.
Eles negaram qualquer motivação pessoal ou perseguição política.
Após a repercussão do caso, o
suspeito teria entrado em contato telefônico com um dos vereadores, tentando
justificar a situação. Ainda segundo o relato, ele não confirmou explicitamente
as ameaças e explicou sua conduta.
Os parlamentares também
relataram ter conversado com o pai do investigado e com uma das pessoas citadas
como suposto pistoleiro contratado, que negou qualquer envolvimento com ações
criminosas.
No boletim de ocorrência, os
vereadores pedem a apuração rigorosa dos fatos. Eles também afirmam estar
unidos e dizem confiar na atuação das autoridades.
Em manifestação pública, o
grupo solicitou apoio do Governo do Estado e da Secretaria da Segurança Pública
para garantir a segurança dos parlamentares e da população de Potiretama
enquanto o caso é investigado.
Em nota, a Polícia Civil do
Estado do Ceará (PCCE) informou que investiga o caso por meio da Delegacia de
Alto Santo, que instaurou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).
A população pode contribuir
com as investigações repassando informações que auxiliem os trabalhos
policiais. As denúncias podem ser direcionadas para o número 181, o
Disque-Denúncia da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), ou
para o (85) 3101-0181, número de WhatsApp que recebe mensagens, áudios, vídeos
e fotografias, além do serviço de “e-denúncia”.
As informações também podem
ser encaminhadas para o telefone (88) 3429-1928, da Delegacia de Polícia Civil
de Alto Santo. O sigilo e o anonimato são garantidos.
Fonte: Diário do Nordeste
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