A Polícia Federal divulgou, nesta segunda-feira (21), que fez a maior apreensão de madeira nativa da história. A PF localizou 43,7 mil toras em vários pontos desmatados no Pará ao longo dos rios Mamuru e Arapiuns.
O volume de
madeira apreendida é estimado em 131 mil metros cúbicos, volume suficiente para
a construção de 2.620 casas populares. Segundo o Ministério Público Federal do
Amazonas, esse volume pode ser ainda maior.
O cálculo da
apreensão é preliminar e considerado conservador pela PF. Haverá uma perícia
mais apurada nos próximos dias com o apoio do Exército, no marco da Operação
Verde Brasil 2.
As
investigações começaram após a apreensão, em meados de novembro, de uma balsa
em Parintins, município amazonense que faz fronteira com o Pará. A embarcação
tinha 3 mil metros cúbicos de madeira extraídos em terras paraenses.
Imagens de
satélite e sobrevoos de helicóptero levaram a Polícia Federal aos locais onde
foram encontradas as toras de madeira.
De acordo
com o procurador da República Leonardo Galiano, responsável pelo caso, agora o
resgate de toda a madeira será feito em colaboração com o Exército. Galiano
disse que a madeira desmatada seguiria para fora do país.
“Madeira de
alto valor agregado, como Ipê e outras também impactadas com essa exploração
ilegal. A apreensão agora vai ser feita com apoio das Forças Armadas, em
decorrência dos trabalhos da Operação Verde Brasil 2”.
A operação
divulgada nessa segunda-feira foi chamada de Handroanthus GLO, que faz
referência ao nome científico do Ipê. Segundo o MPF, a espécie é a mais
explorada da região amazônica. O nome da operação também faz referência ao
decreto presidencial que autorizou a atuação das Forças Armadas na Garantia da
Lei e da Ordem, para o combate ao desmatamento ilegal e a focos de incêndio na
Amazônia.
Fonte: Agência Brasil

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