O ex-governador
Cid Gomes (PDT) disse, nesta segunda-feira, em entrevista coletiva no
Comitê de Imprensa da Assembleia Legislativa, que nunca recebeu dinheiro ilegal
de campanha e que todas as doações ao longo das eleições em que disputou mandatos
foram legais e registradas na prestação de contas do Tribunal Regional
Eleitoral (TRE).
Cid Gomes convocou
a entrevista coletiva para falar sobre a acusação de dirigentes do Grupo JBH
que o apontam como suposto beneficiário de propina. Segundo o delator, Cid
teria recebido R$ 20 milhões. O ex-governador contestou a denúncia, se disse
indignado, declarou que, pela sua índole jamais receberia propina e anunciou
que irá processar o empresário Wesley Batista, um dos donos do Grupo JBS.
Acompanhado do
presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque (PDT), Cid Gomes
contestou, ainda, a versão apresentada pelo empresário de que o dinheiro
liberado em forma de propina teria sido em troca da liberação, pelo Governo do
Estado, de crédito de ICMS – o crédito do imposto estadual é gerado a partir do
faturamento da empresa em produtos voltados à exportação.
O Grupo JBS tem um
curtume na cidade de Cascavel e ocupa uma área de 75 mil metros quadrados,
sendo um dos maiores do País. A empresa tem a denominação do JBS Couros e
comercializa couros para os segmentos de móveis e automobilísticos. Cid se
disse vítima de denúncia infundada e reafirmou que as doações que recebeu em
suas campanhas foram sempre legais e registradas na prestação de contas da
Justiça Eleitoral.
