quinta-feira, 27 de junho de 2019




Com os R$ 278 milhões disponibilizados pelo Banco do Brasil para a safra de 2019/2020 no Ceará, volume 32% superior ao desembolsado pela instituição na safra anterior, o setor agropecuário do Estado busca intensificar os investimentos em tecnologia e inovação. Segundo o vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec), Rodrigo Diógenes Pinheiro, a ideia é estimular os produtores a buscarem mais financiamentos voltados, por exemplo, para reúso de água e utilização de energia renovável.
"O que nós pretendemos é que haja uma utilização mais consciente desse crédito, principalmente com tecnologia e inovação para que a gente possa utilizar o que há de mais moderno", disse Pinheiro. "Também estamos visando muito a utilização de máquinas de processamento e beneficiamento para agregar valor ao produto, para o produtor deixar de ser um vendedor de matéria-prima e poder processar sua produção". Do total disponibilizado pelo Banco, R$ 200 milhões serão destinados para custeio, comercialização e industrialização e R$ 78 milhões para investimentos.
Os recursos de crédito rural para o Ceará foram anunciados ontem (26) pelo superintendente regional da instituição, Pio Gomes de Oliveira Júnior. "O que nós vemos é que cada vez mais o produtor está se profissionalizando, se tornando um microempresário, independentemente de estar na agricultura familiar. Ele tem mais conhecimento em inovação e também conhecimento financeiro", disse. Ao segmento de agricultura familiar serão disponibilizados R$ 101 milhões, para médios produtores serão R$ 22 milhões e os R$ 155 milhões restantes serão destinados a demais produtores e cooperativas.
De acordo com Pio Gomes, o objetivo do Banco é fazer com que os produtores do Estado consigam superar o valor contratado na safra passada (de julho de 2018 a junho de 2019). "Nós estamos recebendo um aporte 32% superior ao do ano passado, enquanto no Brasil o crescimento foi de 20%", afirmou.
Conforme o vice-presidente da Faec, normalmente a maior parte dos recursos captados pelos produtores cearenses vai para aumento de rebanho e para o fortalecimento, segurança alimentar dos animais, além de investimentos em máquinas, equipamentos e implementos agrícolas.

Na última safra, o Banco do Brasil desembolsou R$ 211 milhões para os produtores cearenses. As operações de custeio, comercialização e industrialização somaram R$ 148 milhões e as operações de investimentos totalizaram R$ 63 milhões. Desses valores, R$ 77 milhões foram para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), R$ 18 milhões para o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e R$ 116 milhões para demais produtores.
Os principais segmentos financiados no Estado na última safra foram: bovino (leite), avicultura, bovino (misto), suinocultura, bovino (carne), carnaúba, carcinicultura, coco, caju, banana, ovinos, mandioca, maracujá, milho e piscicultura. Para este ano, os agricultores que se enquadram no Pronaf terão taxas de juro entre 3% e 4,6% ao ano. Para pequenos (fora do Pronaf) e médios, o índice é de 6% ao ano. Os demais terão juros de 8% ao ano.

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