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| Foto: Reprodução |
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebe nesta 2ª feira
(2.dez.2024), a partir das 16h30, os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Alexandre Padilha
(Relações Institucionais) e líderes do Congresso para tratar do pacote
fiscal. O encontro será no Palácio do Planalto, em Brasília.
A expectativa é de que o
governo encaminhe a PEC (Proposta de Emenda à Constituição)
sobre o tema ainda nesta 2ª feira (2.dez). A projeção do governo para cortar
gastos nos próximos 6 anos é de R$
327 bilhões. Em 2025 e 2026, o impacto estimado é de R$
71,9 bilhões.
Também falta o governo Lula
encaminhar ao Congresso a proposta de isentar de IRPF (Imposto de Renda da
Pessoa Física) quem ganha até R$ 5.000. Nesta 2ª feira (2.dez), o
secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, reforçou que o foco da equipe econômica em dezembro de
2024 é tratar do pacote de revisão de gastos.
O número 2 da Fazenda também
disse ser “inegociável” debater a nova faixa de isenção do IRPF sem
compensação. “E esse não é um debate para agora, para o fim do ano”,
declarou.
Segundo Haddad, a nova isenção
de IR será paga pela taxação de quem recebe mais de R$ 50.000 mensalmente. As
mudanças se dão em 2026, caso sejam aprovadas pelo Congresso.
Haverá uma alíquota mínima de
10% para esse grupo no Imposto de Renda, que incidirá sobre qualquer tipo de
ganho financeiro como lucro, dividendos, aluguéis, bônus e outros. Atualmente,
a alíquota é de 27,5% para ganhos acima de R$ 4.664,68 por mês, mas o governo
passará a considerar tipos de renda atualmente isentos.
“A ideia não é ter uma
alíquota adicional para quem ganha mais. A ideia é ter um imposto mínimo, que
corre em paralelo com a tabela do Imposto de Renda”, disse Durigan.
O secretário também indicou
que o projeto de lei que o governo enviará ao Congresso sobre o tema terá
alterações nas regras para o pagamento de dividendos fora do país.
“A gente tem debatido a
questão do pagamento de dividendos no exterior para que não haja um incentivo
para a mudança de domicílio fiscal, mas isso será apresentado quando for o
projeto de lei para o Congresso”, disse.

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