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| Foto: Reprodução |
Junho de 2020. O primeiro
relato de uma jovem, seguido de um 'print', era publicado nas redes sociais.
Começava ali uma campanha que em poucas horas teria repercussão
nacional e chegava "aos ouvidos" do Poder Público. Como imaginar que
o #ExposedFortal iria
se limitar a depoimentos de duas, dez, vinte vítimas, se a realidade dos crimes
sexuais é uma constante, principalmente na rotina das meninas em
formação educacional?
Em pouco mais de um ano, o
Ministério Público do Ceará (MPCE), chegou a 15 nomes de homens
denunciados devido à campanha. Poderia ser um número ainda mais
significativo, se tantos depoimentos das assediadas tivessem ultrapassado a
barreira do linchamento
virtual.
Ao mesmo tempo, se não fosse a força-tarefa encabeçada por promotoras mulheres do órgão ministerial, parte das vítimas permaneceria cercada pelo desestímulo para denunciar. Quem sabe até mesmo, os abusadores, alguns professores ou coordenadores de instituições de ensino no Ceará, continuassem a passar despercebidos, fazendo das crianças ou adolescentes objetos para alimentar as pulsões criminosas deles.
Fonte: Diário do Nordeste

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