O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), mandou
afastar o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG), do mandato de senador. O
magistrado, no entanto, optou por não decretar monocraticamente o pedido
apresentado pela Procuradoria Geral da República (PGR) para prender o
parlamentar tucano.
No despacho, conforme apurou a TV Globo, Fachin decidiu
submeter ao plenário do Supremo o pedido de prisão de Aécio solicitado pelo
procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
O STF determinou no início desta
quinta-feira (18) o afastamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG) do mandato de
senador e do deputado Rocha Loures (PMDB-PR) do mandato de deputado federal. A
Polícia Federal e o Ministério Público Federal já cumpriam mandado de busca e
apreensão nos apartamentos do senador, de sua irmã Andrea Neaves e de Altair
Alves Pinto, conhecido por ser o homem de confiança do deputado Eduardo Cunha.
Desde às
6h da manhã, cinco carros da PF estavam postos na entrada do Congresso, em
Brasília. No local, as buscas foram feitas nos gabinetes de Aécio, do também
senador Zeze Perrella (PMDB-MG) e do deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR).
As buscas não descartaram também o Tribunal Superior Eleitoral, onde atua o
procurador da República preso, Angelo Goulart Vilela.
Após a
procura, as equipes se dirigiram para a sede da PF, e de lá três carros
seguiram para a casa de Aécio, de Andrea Neaves e de Altair.
