O IMPOSTO DE RENDA DE NOSSAS VIDAS.




 




 Foto: Dihelson Mendonça.

Todo ano somos submetidos ao leão, e não pense que estou falando em futebol, refiro-me ao senhor do fisco, o IMPOSTO SOBRE A RENDA que interfere no nosso dia a dia.
Criado em 31 de dezembro de 1922, através da lei nº 4.625, foi submetido a sucessivas alterações e atualmente em 2017 utiliza-se da tecnologia para incidir sobre os contribuintes.
Para que você entenda melhor, ele é um tributo da espécie imposto, que mais arrecada no nosso País, também chamado de imposto sobre o rendimento obriga ao contribuinte, seja pessoa física ou jurídica a pagar uma certa porcentagem de sua renda para o governo. O Cálculo do tributo tem por base uma nova riqueza produzida pelo contribuinte, seja por fruto de trabalho, capital, ou ambos.
A constituição Federal retrata no seu artigo 145, parágrafo 1º, que o imposto de renda deve ser cobrado conforme capacidade contributiva de cada pessoa, quer dizer aqueles que tem maiores rendimentos devem pagar mais.
Se esta lógica fosse seguida teríamos um grande exemplo de uma excelente Justiça Fiscal, acontece que ainda temos grandes fortunas que não são tributadas como deveria, talvez se os impostos incidissem sobre estas vultosas quantias, a fiscalização com o dinheiro arrecadado fosse maior.
Quando você tem uma sociedade com má distribuição de riqueza, você tem uma atividade econômica mais frágil. No Brasil, a sociedade não dispõe de informações a respeito da distribuição da riqueza do país e das consequências da tributação vigente em diminuir as desigualdades.
No país, hoje, as rendas do trabalho são submetidas à cobrança de imposto de acordo com uma tabela progressiva com quatro tipos de alíquotas (7,5%, 15%, 22,5% e 27,5%).
Já nas rendas do capital o leão dá apenas uma mordiscadinha, uma vez que as rendas decorrentes da distribuição de lucros e dividendos são isentas de Imposto de Renda. E outras, como ganhos financeiros ou de capital, estão sujeitas a alíquotas exclusivas, inferiores àquelas cobradas sobre a renda do trabalho.
Se a gente compara um assalariado que paga na alíquota máxima de 27% com alguém que recebe mais do que o limite do imposto de renda, há uma situação terrível. Porque a maioria deles [os mais ricos] recebe por lucros e dividendos e, quando a gente avalia quanto eles pagam em imposto de renda, normalmente chega em 6%.
Segundo dados da Receita Federal, em 2014, um grupo com cerca de 71 mil brasileiros ganhou quase R$ 200 bilhões sem pagar nada de Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF). Foram recursos recebidos, em sua maioria, como lucros e dividendos.
Mudanças devem ocorrer sobre esta situação, a reforma tributária se faz necessária no nosso País para que trabalhadores não sejam instrumento de receita para os governos e para encerrar nossa reflexão sobre o assunto deixo para vocês a frase do imortal Albert Einstein: “A coisa mais dura de entender no mundo é o Imposto de Renda.”

BOA SEMANA A TODOS.

CÍCERO FRANÇA
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