O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB),
indicou que poderia concorrer à Presidência da República caso seu padrinho
político, o governador Geraldo Alckmin, desistisse do pleito. Em entrevista ao
programa Roda Viva, da TV Cultura, o tucano foi questionado se disputaria a
vaga ao Palácio do Planalto caso Alckmin pedisse a ele. “A um amigo de 37 anos,
você tem sempre muita dificuldade em dizer não”, respondeu.
A afirmação foi dada em entrevista gravada no domingo (09)
e transmitida na noite desta segunda (10).
PERGUNTA:" Se o seu padrinho
político, o governador Geraldo Alckmin, precisasse do senhor numa missão para
substitui-lo na candidatura à Presidência, o senhor diria sim?"
RESPOSTA: "Tudo a seu tempo. Não é
bom antecipar nem o tempo e muito menos a questão eleitoral. O Brasil tem
muitas urgências, fatores que exigem equilíbrio, determinação e gestão. O
governador Geraldo Alckmin governa o estado. Eu governo a cidade de São Paulo e
Michel Temer governa o país. Cada um tem sua missão e sua responsabilidade. Eu
não creio que o governador viesse a fazer um pedido dessa natureza. Ele é um
democrata, acima de tudo, um democrata e, além disso, é uma pessoa a quem eu
respeito muito. Tanto no plano político quanto no pessoal."
PERGUNTA: "Mas o senhor diria não a
ele? Se ele pedisse? A gente nunca sabe o que vem pela frente, a gente tem o
imponderável da Lava Jato que todo mundo diz e sabe. E se precisasse, o senhor
diria não para ele?"
RESPOSTA: "Eu tenho que ser sincero a
você. Eu gosto muito do governador Geraldo Alckmin. Ele, além de tudo, é um
amigo. São quase 40 anos, somos amigos a 37 anos. A um amigo de 37 anos, você
tem sempre muita dificuldade em dizer não."
