A Petrobras anunciou aumento no preço do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), o conhecido gás de cozinha, na noite da última sexta-feira (17). A alta será apenas sobre os botijões de 13 quilos e chega a 9,8%, começando a vigorar nesta terça-feira (21). Outros vasilhames maiores e o gás vendido a granel, para a indústria, não terão mudança de preços pela estatal. Este foi o primeiro aumento no produto feito pela Petrobras em 18 meses.
De acordo com a companhia, se o repasse for integral, o preço do produto na revenda subirá 3,1%, ou R$ 1,76 por botijão - isso se forem mantidas as margens de distribuição e de revenda e as alíquotas de tributos. Em nota enviada à imprensa, a companhia reforçou que ajuste anunciado foi aplicado sobre os preços praticados pela Petrobras sem incidência de tributos.
A empresa destaca ainda que o último reajuste feito por ela ocorreu em 1º de setembro de 2015. Na ocasião, a alta foi de 11%. O preço do gás de botijão permaneceu congelado entre 2002 e 2015, como parte de uma política do governo federal para controlar a inflação. A Petrobras domina praticamente 100% do abastecimento do insumo em todo o Brasil e detém 24% do valor de cada botijão comercializado no País. A especulação sobre o reajuste do botijão de gás de cozinha meses atrás já despertava preocupação pelas empresas do setor, que dependem do fornecimento da Petrobras.
Outros impactos
No entanto, outros fatores influenciaram no valor do gás de cozinha durante esse tempo. No Ceará, especificamente, o último reajuste do produto data do início do ano passado, após um aumento na alíquota do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para as empresas revendedoras.
Em nota, o Sindigás- Sindicato das Distribuidoras de Gás LP - esclarece que o setor de distribuição de Gás LP foi surpreendido na noite do dia 17.03.2017, sexta feira, pelo anúncio da Petrobras de que o preço do Gás LP vendido em botijões de até 13 kg vai aumentar em cerca de 10%, chegando em alguns locais de entrega a 14,7% na próxima terça-feira, dia 21/3. A medida parece visar a equiparar, gradativamente, o preço do Gás LP comercializado internamente ao preço do mercado internacional. São esperados outros movimentos, também de baixa do preço do Gás LP para embalagens maiores que 13kg.
O Sindigás informa ainda que não é possível prever o impacto do reajuste para o consumidor final, uma vez que o mercado é livre, e os cálculos apresentados são meramente especulativos.
