PGR PEDE AO SUPREMO PARA APURAR SE ELISEU PADILHA COMETEU CRIME AMBIENTAL. Empresa da qual ministro da Casa Civil seria sócio teria realizado obra em área de preservação permanente no Rio Grande do Sul. Assessoria do ministro informou que ele não se pronunciará.





O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) abertura de inquérito para investigar se o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, cometeu crime ambiental. 

O caso chegou ao Supremo em agosto do ano passado, enviado pela 7ª Vara Federal de Porto Alegre em razão do foro privilegiado de Padilha – ministros de Estado só podem ser investigados com autorização do Supremo. 

Na época, o então presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski, enviou o caso para Janot, a fim de que ele decidisse sobre a abertura ou não de uma investigação no STF. 

Na última sexta (17), Janot enviou parecer ao Supremo pedindo a instauração de um inquérito. A presidente do Supremo, Cármen Lúcia, vai determinar por sorteio qual dos ministros será o relator do caso. 

A assessoria do ministro Eliseu Padilha informou que ele não vai se pronunciar sobre o pedido de abertura de inquérito.

A Polícia Federal do Rio Grande do Sul investigava a construção de um canal de drenagem no Balneário Dunas Altas, na cidade de Palmares do Sul, em uma área de preservação permanente. A empresa responsável pela obra era a Girassol Reflorestamento e, segundo a apuração, Eliseu Padilha está entre os sócios.

Conforme a apuração, nas proximidades da construção irregular havia uma placa com os dizeres "Fazenda Giriva – posse de Eliseu Padilha".

Janot afirmou ao Supremo que "é o caso de prosseguimento da investigação sob supervisão da Suprema Corte".

Entre as provas a serem coletadas, o procurador quer informações da Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luiz Roessler e também que a PF realize diligências no local para eventualmente confirmar a destruição da vegetação típica.

Janot pediu ainda que o Supremo autorize o depoimento de um dos administradores da empresa Girassol Reflorestamento, que pertenceria a Padilha.

A suspeita atribuída a Eliseu Padilha é de "destruir ou danificar floresta considerada de preservação permanente, mesmo que em formação, ou utilizá-la com infringência das normas de proteção", cuja pena prevista é de prisão de um a três anos e multa.

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