A fala do presidente Michel Temer de que vai afastar
ministros que forem denunciados na Operação Lava Jato é uma
estratégia para tentar diminuir o desgaste da imagem do governo nesses últimos
dias.
Monitoramento feito pelo Palácio do Planalto, inclusive em redes sociais,
associava atos de Michel Temer com iniciativas para abafar a Lava Jato.
Foi alvo de muitas críticas, por exemplo, a nomeação de Moreira Franco para
ministro da Secretaria-Geral. Isso foi percebido pela sociedade como uma forma
de dar foro privilegiado ao político, que foi citado em uma das delações da
Odebrecht.
Além disso, como revelou o blog, há grande preocupação entre os investigadores da
Lava Jato de que a mudança no Ministério da Justiça também seja um movimento
para esvaziar a operação.
Ao mesmo tempo, também foi alvo de reação nas redes sociais a escolha do
senador Edison Lobão (PMDB-MA), aliado de Temer, para comandar a Comissão de
Constituição e Justiça (CCJ).
"Estava ficando muito mal para a imagem de Temer e do governo. Era preciso
distanciar a figura do presidente dessa impressão negativa de tentar
enfraquecer a Lava Jato", disse ao blog um auxiliar de Temer.