ALICIADORA É PRESA NA ITÁLIA PELA PF





Mais uma aliciadora que faria parte de uma quadrilha internacional, especializada em tráfico de mulheres com fins de prostituição, foi presa, na última sexta-feira (18), em Milão, na Itália. A ação fez parte da 'Operação Marguerita', deflagrada no último dia 15 pela Polícia Federal, que já tinha detido 15 pessoas. A ordem para prender a suspeita foi cumprida pela Polícia italiana por intermédio da Interpol.

Na manhã de sexta-feira, 11 suspeitos de participar do grupo criminoso foram levados à audiências de custódia. Dez deles continuarão presos, conforme decisão da 32ª Vara da Justiça Federal da 5ª Região. Apenas um conseguiu ter a prisão preventiva substituída por medidas cautelares. A reportagem apurou que se trata de um taxista.

Segundo a assessoria de comunicação da Justiça Federal, o suspeito que foi liberado para voltar à sua casa terá que usar tornozeleira eletrônica monitorada pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus); comparecer semanalmente à Justiça Federal; não fazer contato com os demais investigados; não frequentar bares, boates e locais análogos; e não se ausentar do Estado, nem do País.

Entretanto, mais dois presos também podem deixar a cadeia nos próximos dias, pois foram detidos por mandados de prisão temporária com validade de cinco dias, que têm o objetivo de colher depoimentos para a investigação. O processo está sob segredo de Justiça e há uma restrição de imagens dos suspeitos.

Familiares e advogados dos presos compareceram ao prédio, onde aconteceram as audiências com a esperança de vê-los em liberdade. Algumas pessoas, que preferiram não se identificar, reclamaram que estavam sem informações sobre o motivo da prisão dos seus parentes e à sequência do processo.
As audiências de custódia começaram por volta de 9h e terminaram cerca de quatro horas depois. Os suspeitos que tiveram a prisão preventiva mantida voltaram para a carceragem da PF, no bairro de Fátima.

Operação

A Polícia Federal deflagrou a 'Operação Marguerita' para desarticular o bando que enviava mulheres à Itália e à Eslovênia, onde eram exploradas sexualmente. O bando tinha ramificações nos Estados da Bahia, Minas Gerais e São Paulo. As investigações, iniciadas em 2013, apuraram que o esquema criminoso começou em 2010.

O número de mulheres enviadas à Europa ainda não é preciso, mas a PF sabe que elas eram submetidas a até 12 horas de exploração diária e precisavam cumprir a meta de, no mínimo, seis atendimentos por dia.

Fonte:DN
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