Um relatório recente divulgado pelo Ministério da Saúde do
Brasil, em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), alerta que a
crise climática já representa uma grave ameaça à saúde pública global, colocando
em risco tanto a vida das pessoas quanto a capacidade dos sistemas de saúde de
atender adequadamente.
O documento reforça que a “crise climática é, antes de
tudo, uma crise de saúde”. O momento exige adaptação dos sistemas de saúde e
políticas públicas que considerem os impactos do clima sobre a vida humana.
Segundo o relatório, 1 a cada 12 hospitais no mundo corre
risco de paralisação devido a causas ligadas ao clima, como calor extremo,
inundações, secas e eventos climáticos extremos.
Áreas vulneráveis, com infraestrutura precária, pobreza, ou
alta exposição a mudanças ambientais, concentram os maiores riscos. Isso agrava
desigualdades sociais já existentes.
O documento reforça que a “crise climática é, antes de
tudo, uma crise de saúde”. O momento exige adaptação dos sistemas de saúde e
políticas públicas que considerem os impactos do clima sobre a vida humana.
Mudanças climáticas têm efeitos diretos e indiretos sobre a
saúde das pessoas, como:
· Ondas
de calor e calor extremo: aumentam risco de desidratação, insolação, doenças
cardiovasculares, respiratórias, mortes por calor, especialmente entre idosos,
crianças e pessoas com doenças crônicas.
· Agravamento
de doenças respiratórias e cardiovasculares devido à poluição do ar combinada
com calor excessivo.
· Ampliação
de doenças infecciosas e doenças transmitidas por vetores (como mosquitos), já
que as alterações no clima modificam ambientes, ciclos de chuva/seca, e
condições de proliferação de vetores e microrganismos.
· Instabilidade
do sistema de saúde: em situações de desastre climático, enchentes, secas,
calor intenso, há maior risco de falhas na infraestrutura hospitalar, cortes no
atendimento, falta de medicamentos, dificuldade de acesso.
Em 2025, durante a COP30, conferência internacional sobre
mudanças climáticas, foi lançado o Plano de Ação em Saúde de Belém, uma
iniciativa que busca preparar os sistemas de saúde para enfrentar os efeitos da
crise climática.
Entre as medidas previstas:
- Fortalecimento
da vigilância em saúde com dados climáticos e ambientais;
- Investimento
em infraestrutura resiliente, hospitais preparados para eventos extremos,
tempestades, calor intenso, inundações;
- Adoção
de políticas públicas integradas de clima, saúde e meio ambiente, com
participação social e foco nas populações mais vulneráveis.
O Brasil convive com regiões de clima quente, longos
períodos de seca ou chuvas irregulares, além de desigualdades estruturais, fatores
que agravam os riscos trazidos pela crise climática.
No contexto do interior, como no Cariri, onde a população
pode depender de serviços básicos insuficientes, a vulnerabilidade é ainda
maior. A combinação de calor intenso, falta de infraestrutura urbana adequada,
acesso à saúde limitado e desigualdades socioeconômicas pode tornar os impactos
da crise climática mais graves.
Por isso, é urgente que autoridades locais, gestores de
saúde e sociedade civil reforcem a atenção para:
- campanhas
de conscientização
- estratégias
de adaptação (resfriamento, acesso à água, prevenção de doenças)
- fortalecimento
do sistema de saúde local
As evidências são claras: a crise climática deixou de ser
apenas um problema ambiental, ela é, antes de tudo, um problema de saúde
pública global. A vulnerabilidade das pessoas e dos sistemas de saúde cresce a
cada ano, e sem ações estruturadas as consequências serão cada vez mais graves.
Assim, entender que o calor, a poluição e os eventos
climáticos extremos podem afetar a vida humana e a capacidade de atendimento em
hospitais deve servir de alerta para toda a sociedade. A adaptação, o
planejamento e a prevenção precisam ser prioridades hoje.
Fontes factuais:
- Ministério
da Saúde / OMS – gov.br
- O
Dia – odia.ig.com.br
- OMS
– who.int
- The
Guardian – theguardian.com
- OPAS
– paho.org
- CNN
Brasil – cnnbrasil.com.br
Postar um comentário