Planejamento estratégico e uso criterioso de vermífugos são fundamentais para um controle eficaz dos parasitas.
O parasitismo gastrointestinal permanece como um dos principais desafios do manejo sanitário dos equinos, afetando animais de todas as idades e impactando diretamente sua saúde e performance. De acordo com o Prof. Dr. Neimar Roncati, referência nacional em clínica médico-veterinária, a prevalência aumenta especialmente em períodos de maior umidade, temperatura elevada e altos índices de chuva, condições que favorecem o ciclo dos parasitas.
“As condições tropicais do Brasil tornam ainda mais importante a adoção de um manejo estratégico para o controle das verminoses”, destaca o especialista.
Embora os sinais clínicos sejam mais evidentes em infecções intensas, o médico-veterinário ressalta que determinados sintomas devem acender um alerta, como perda de peso, cólicas, fezes pastosas, coceira na região perianal, apatia, atraso no crescimento e queda de performance. O monitoramento é essencial, sobretudo para potros, animais idosos, debilitados ou em recuperação, que apresentam maior vulnerabilidade.
Principais parasitas que afetam os equinos
Entre os vermes mais frequentes estão:
Habronema spp., associado a feridas de pele de difícil cicatrização;
Parascaris equorum e Strongyloides westeri, que atingem o intestino delgado e podem causar enterite e atraso no desenvolvimento;
Anoplocephala perfoliata, responsável por obstruções intestinais e quadros severos de cólica;
Oxyuris equi, tradicionalmente ligado à intensa coceira perianal;
Ciatostomíneos, amplamente distribuídos no mundo.
Além da variedade de parasitas, o avanço da resistência parasitária tornou o controle ainda mais desafiador. O uso indiscriminado de vermífugos é apontado como o principal fator para o desenvolvimento dessa resistência.
“A abordagem mais assertiva envolve levantamento epidemiológico e exames de OPG (ovos por grama de fezes) para identificar cargas parasitárias e determinar quais indivíduos realmente necessitam de tratamento”, explica o Prof. Dr. Roncati.
Segundo o especialista, o objetivo não é eliminar completamente os vermes, mas controlar sem estimular resistência, evitando tratamentos desnecessários.
Manejo estratégico por faixa etária
O controle parasitário deve ser planejado considerando a idade do animal:
Éguas prenhes: manejo deve iniciar-se no final da gestação;
Neonatos: atenção especial a partir do segundo mês de vida;
Potros desmamados e adultos: exames periódicos de OPG e tratamento apenas quando a carga parasitária estiver acima da média.
Tecnologias e manejo integrado
Entre as tecnologias disponíveis, destaca-se o Doraequi Plus®, vermífugo oral de amplo espectro à base de doramectina e praziquantel, com eficácia comprovada contra vermes redondos e chatos.
Além da vermifugação racional, outras práticas são fundamentais para a prevenção:
Limpeza regular das pastagens
Quarentena para animais recém-chegados
Separação por faixa etária
Monitoramento contínuo com exames
Acompanhamento veterinário regular
“São práticas que, quando combinadas, protegem o plantel e reduzem o risco de resistência, garantindo o bem-estar dos equinos”, reforça o especialista.
Sobre a Vetnil
A Vetnil® é uma empresa brasileira fundada em 1994 pelo médico veterinário Dr. João Carlos Ribeiro, em Louveira (SP). Líder nacional em medicamentos e suplementos para equinos (Ranking SINDAN 2024), seu portfólio é amplamente reconhecido entre profissionais do setor. A empresa atua em diversos países da América Latina, como Chile, Colômbia e Peru e também em regiões como Eslovênia, Angola e Emirados Árabes Unidos.
Em 2021, foi vencedora do prêmio Melhores do Agronegócio, da revista Globo Rural, na categoria Saúde Animal.
Mais informações no site da Vetnil e no Instagram oficial @vetnilequinosoficial.
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