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| Foto: Reprodução |
Pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgada nesta
terça-feira, 27, revelou que mais de 30% das vagas previstas para policiais no
país não estão preenchidas. O estudo apontou uma redução de 6,8% no número
de policiais militares em todo o país, chegando a 8,9% em São Paulo, entre
os anos de 2013 e 2023. Além disso, o efetivo de policias civis e peritos foi
reduzido em 2% no mesmo período.
O levantamento diz ainda que o
salário médio dos policiais inativos chega a ser quase o dobro do salário das
demais carreiras do funcionalismo, totalizando 11 mil reais, contra 6 mil da
média das demais carreiras. Além disso, cerca de 33 mil dos 739 mil policiais e
guardas do país (5,4%) receberam salários acima do teto do funcionalismo em
2023, que era de 39.293 reais no ano passado.
A falta de efetivo nas
polícias se tornou um problema grave e preocupante, pois não há espaço fiscal
para reverter esse cenário, destacam os autores da pesquisa. O modelo atual de
segurança pública inviabiliza qualquer ideia de aumento no número de policiais
devido aos altos custos fiscais e previdenciários.
Reflexos da falta de policiais
Os reflexos dessa escassez são
evidentes na prática, diz o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Plantões policiais estão sendo fechados, delegados estão responsáveis por mais
de uma cidade para conduzir inquéritos e prisões em flagrante no interior, o
que resulta em um acúmulo de inquéritos e baixas taxas de esclarecimento de
delitos. Na cidade de São Paulo, por exemplo, apenas 0,5% dos roubos de
celulares com autoria desconhecida são esclarecidos.
Pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgada nesta terça-feira, 27, revelou que mais de 30% das vagas previstas para policiais no país não estão preenchidas. O estudo apontou uma redução de 6,8% no número de policiais militares em todo o país, chegando a 8,9% em São Paulo, entre os anos de 2013 e 2023. Além disso, o efetivo de policias civis e peritos foi reduzido em 2% no mesmo período.
O levantamento diz ainda que o
salário médio dos policiais inativos chega a ser quase o dobro do salário das
demais carreiras do funcionalismo, totalizando 11 mil reais, contra 6 mil da
média das demais carreiras. Além disso, cerca de 33 mil dos 739 mil policiais e
guardas do país (5,4%) receberam salários acima do teto do funcionalismo em
2023, que era de 39.293 reais no ano passado.
A falta de efetivo nas
polícias se tornou um problema grave e preocupante, pois não há espaço fiscal
para reverter esse cenário, destacam os autores da pesquisa. O modelo atual de
segurança pública inviabiliza qualquer ideia de aumento no número de policiais
devido aos altos custos fiscais e previdenciários.
Reflexos da falta de policiais
Os reflexos dessa escassez são
evidentes na prática, diz o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Plantões policiais estão sendo fechados, delegados estão responsáveis por mais
de uma cidade para conduzir inquéritos e prisões em flagrante no interior, o
que resulta em um acúmulo de inquéritos e baixas taxas de esclarecimento de
delitos. Na cidade de São Paulo, por exemplo, apenas 0,5% dos roubos de
celulares com autoria desconhecida são esclarecidos.
No Brasil, existem atualmente
1.623 agências de segurança pública, empregando um total de 786 mil
profissionais. Desse número, 86 são Polícias Federais, Penais, Civis e
Militares, 25 são Corpos de Bombeiros, 17 são Perícias Técnicas e 1.495 são
Guardas Municipais.
Qual seria o número ideal da
força policial?
Diante da redução no efetivo
policial e da baixa possibilidade de reposição desses profissionais, os
pesquisadores do Fórum Brasileiro de Segurança Pública questionaram qual seria
o tamanho ideal de uma força policial. De acordo com a legislação vigente, a
distribuição do efetivo deve levar em consideração diversos fatores como o
índice de criminalidade e violência regionais, especialização da atividade
investigativa por natureza dos delitos, população, extensão territorial e
densidade demográfica
Essa forma de governança da
segurança pública acaba favorecendo as Polícias Militares, que recebem a maior
parte dos orçamentos estaduais destinados às polícias. Já as Polícias Civis
enfrentam mais dificuldades na reposição de seus quadros, modernização da
infraestrutura e atualização frente às inovações tecnológicas.
O envelhecimento dos policiais
Outro fator preocupante é o
envelhecimento dos quadros das Polícias Civis. A pesquisa revelou que apenas
3,1% dos delegados de polícia do Brasil têm até um ano de ingresso na carreira,
enquanto 32,6% já possuem de 11 a 20 anos e 16,9% têm mais de 26 anos de
serviço.
Em alguns estados, como
Paraíba e São Paulo, a diferença geracional é ainda maior, com 34,6% dos
delegados tendo mais de 26 anos de carreira. Isso demonstra a necessidade
urgente de renovação dos quadros nas instituições policiais.
De acordo com o Estadão, representantes das categorias policiais cobram
valorização e investimentos na área. Segundo eles, falta um plano de carreira
efetivo, além de baixas expectativas e alto número de homicídios e suicídios
entre os profissionais. É necessário uma política séria para diminuir esses
problemas.
O estado de São Paulo tem
enfrentado uma escalada de violência contra policiais nas últimas semanas, com
ataques tanto a agentes em serviço quanto de folga. O governo iniciou uma nova
operação de policiamento ostensivo na Baixada Santista e transferiu o gabinete
da Secretaria da Segurança Pública para Santos.
O que diz a Secretaria de
Segurança de São Paulo?
Em nota, a Secretaria da
Segurança Pública de São Paulo afirmou ao Estadão que a recomposição
e valorização do efetivo policial são prioridades, destacando a realização de
concursos para preencher 12 mil vagas em diversas carreiras policiais. Com
essas ações, o governo espera reduzir o déficit para 8,7% na Polícia Militar e
17,5% na Polícia Civil.
Pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgada nesta terça-feira, 27, revelou que mais de 30% das vagas previstas para policiais no país não estão preenchidas. O estudo apontou uma redução de 6,8% no número de policiais militares em todo o país, chegando a 8,9% em São Paulo, entre os anos de 2013 e 2023. Além disso, o efetivo de policias civis e peritos foi reduzido em 2% no mesmo período.
O levantamento diz ainda que o
salário médio dos policiais inativos chega a ser quase o dobro do salário das
demais carreiras do funcionalismo, totalizando 11 mil reais, contra 6 mil da
média das demais carreiras. Além disso, cerca de 33 mil dos 739 mil policiais e
guardas do país (5,4%) receberam salários acima do teto do funcionalismo em
2023, que era de 39.293 reais no ano passado.
A falta de efetivo nas
polícias se tornou um problema grave e preocupante, pois não há espaço fiscal
para reverter esse cenário, destacam os autores da pesquisa. O modelo atual de
segurança pública inviabiliza qualquer ideia de aumento no número de policiais
devido aos altos custos fiscais e previdenciários.
Reflexos da falta de policiais
Os reflexos dessa escassez são
evidentes na prática, diz o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Plantões policiais estão sendo fechados, delegados estão responsáveis por mais
de uma cidade para conduzir inquéritos e prisões em flagrante no interior, o
que resulta em um acúmulo de inquéritos e baixas taxas de esclarecimento de
delitos. Na cidade de São Paulo, por exemplo, apenas 0,5% dos roubos de
celulares com autoria desconhecida são esclarecidos.
No Brasil, existem atualmente
1.623 agências de segurança pública, empregando um total de 786 mil
profissionais. Desse número, 86 são Polícias Federais, Penais, Civis e
Militares, 25 são Corpos de Bombeiros, 17 são Perícias Técnicas e 1.495 são
Guardas Municipais.
Qual seria o número ideal da
força policial?
Diante da redução no efetivo
policial e da baixa possibilidade de reposição desses profissionais, os
pesquisadores do Fórum Brasileiro de Segurança Pública questionaram qual seria
o tamanho ideal de uma força policial. De acordo com a legislação vigente, a
distribuição do efetivo deve levar em consideração diversos fatores como o
índice de criminalidade e violência regionais, especialização da atividade
investigativa por natureza dos delitos, população, extensão territorial e
densidade demográfica.
Essa forma de governança da
segurança pública acaba favorecendo as Polícias Militares, que recebem a maior
parte dos orçamentos estaduais destinados às polícias. Já as Polícias Civis
enfrentam mais dificuldades na reposição de seus quadros, modernização da
infraestrutura e atualização frente às inovações tecnológicas.
O envelhecimento dos policiais
Outro fator preocupante é o
envelhecimento dos quadros das Polícias Civis. A pesquisa revelou que apenas
3,1% dos delegados de polícia do Brasil têm até um ano de ingresso na carreira,
enquanto 32,6% já possuem de 11 a 20 anos e 16,9% têm mais de 26 anos de
serviço.
Em alguns estados, como
Paraíba e São Paulo, a diferença geracional é ainda maior, com 34,6% dos
delegados tendo mais de 26 anos de carreira. Isso demonstra a necessidade
urgente de renovação dos quadros nas instituições policiais.
De acordo com o Estadão, representantes das categorias policiais cobram
valorização e investimentos na área. Segundo eles, falta um plano de carreira
efetivo, além de baixas expectativas e alto número de homicídios e suicídios
entre os profissionais. É necessário uma política séria para diminuir esses
problemas.
O estado de São Paulo tem
enfrentado uma escalada de violência contra policiais nas últimas semanas, com
ataques tanto a agentes em serviço quanto de folga. O governo iniciou uma nova
operação de policiamento ostensivo na Baixada Santista e transferiu o gabinete
da Secretaria da Segurança Pública para Santos.
O que diz a Secretaria de
Segurança de São Paulo?
Em nota, a Secretaria da
Segurança Pública de São Paulo afirmou ao Estadão que a recomposição
e valorização do efetivo policial são prioridades, destacando a realização de
concursos para preencher 12 mil vagas em diversas carreiras policiais. Com
essas ações, o governo espera reduzir o déficit para 8,7% na Polícia Militar e
17,5% na Polícia Civil.
O governo destaca o reajuste
salarial médio de 20,2%, acima da inflação, como um feito inédito para o
primeiro ano de gestão. Essas medidas são consideradas essenciais para garantir
uma segurança pública eficiente e proteger a população brasileira.
Fonte: Crusoé

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