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| Foto: Reprodução |
O
Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), através da 1ª Promotoria de
Justiça de Defesa da Pessoa Idosa e da Pessoa com Deficiência e da 5ª
Promotoria de Justiça de Defesa da Pessoa Idosa e da Pessoa com Deficiência,
realizou visita interinstitucional à sede atual da Delegacia de Proteção ao
Idoso e Pessoa com Deficiência (DPIPD), bem como no prédio visado para sediar a
delegacia especializada. A finalidade foi verificar as condições de
acessibilidade e segurança da futura especializada, no bairro Papicu.
Entre
outros, participaram da reunião autoridades policiais titulares da unidade
policial especializada e representantes do Departamento de Proteção dos Grupos
Vulneráveis da Polícia Civil, do Conselho Municipal de Direitos da Pessoa
Idosa, da Associação Cearense Pró-Idosos, do Fórum Cearense de Políticas
Públicas para Pessoa Idosa, das Comissões de Direitos das Pessoas Idosas e das
Pessoas com Deficiência da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Ceará
(OAB/CE).
As
instituições firmaram as reuniões para fins de avaliar os reflexos decorrentes
de eventual mudança da DPIPD de seu endereço atual. Em 27 de fevereiro, as
instituições reuniram-se na sede atual da delegacia, situada à rua Professor
Guilhon, 606. Na reunião, os temas foram debatidos com a diretora adjunta do
Departamento de Proteção aos Grupos Vulneráveis da PCCE, Rebeca Cruz, que
relatou que o novo prédio atende quesitos de acessibilidade e conta com
variadas linhas de ônibus. Esclareceu que a DPIPD, desde o início, situou-se
provisoriamente na Rua Professor Guilhon, já em preparo para realocação a
endereço estratégico, para melhor atender o público destinatário do serviço,
contexto do qual decorre o entendimento da administração superior para assentar
a unidade policial à Rua Valdetário Mota, 970, no bairro Papicu.
Em
contraponto, os órgãos de controle e fiscalização (MPCE, ACEPI, FOCEPI, CMDPI e
Comissões da OAB) insurgiram-se à mudança da delegacia, tomando como questões
prejudiciais ao grupo vulnerável a falta de acessibilidade externa
(urbanística) e a insegurança no entorno do prédio. Foram pontuados, também, a
falta de estacionamento e o potencial prejuízo ao direito de informação à
categoria atendida, uma vez que o serviço é prestado no endereço atual há mais
de 5 anos, prejuízo reforçado pela barreira tecnológica sofrida principalmente
pelas pessoas idosas, as quais não tem a internet como principal meio de
comunicação, inviabilizando conhecimento em larga escala. Foi dito, ainda, que
o serviço atual é razoavelmente referenciado e situa-se em região segura para
toda população.
Em
28 de fevereiro, todas as instituições foram recebidas pela secretária de
Direitos Humanos do Estado do Ceará, Socorro França, no prédio situado no
endereço pretenso. A secretária ouviu atentamente as questões prejudiciais
apresentadas e concluiu que a matéria merece ser pautada entre a Secretaria de
Direitos Humanos e a Secretaria de Segurança Pública, para fins de moldar os
encaminhamentos ao atendimento do melhor interesse das pessoas idosas e das
pessoas com deficiência.
Fonte: MPCE

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