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| Foto: Reprodução |
As mulheres brasileiras estão
presas em um ciclo de desigualdades: acumulam mais tarefas, recebem menos e
ocupam a maior parte dos empregos em tempo parcial, embora tenham mais anos de
estudo que os homens, em média. A situação é mais grave entre as negras. Dois
estudos realizados pelo consultor legislativo Luiz Henrique Vogel, da Câmara
dos Deputados, descrevem as violências e desigualdades que atingem as mulheres
e a ineficácia do Estado brasileiro para romper esse ciclo. Os estudos também
destacam legislações recentes que apostam em caminhos possíveis.
Como a desigualdade se manifesta na sociedade brasileira
Menor presença feminina no mercado de trabalho formal, embora mulheres tenham em média mais anos de estudo, e predominância de mulheres na informalidade (51% contra 21% de homens)
Predominância de mulheres em atividades de tempo parcial, com remuneração inferior em relação aos homens e abaixo do salário mínimoConcentração de mulheres em atividades relacionadas ao cuidado: limpeza, magistério, enfermagem
Maior incidência de mulheres nas áreas das ciências humanas e literárias do que em carreiras com formação técnica ou tecnológica, que têm maiores salários
Períodos de desemprego mais longos entre as mulheres
Discrepância salarial: mulheres negras recebem em média 46% a menos que homens brancos em cargos semelhantes
Desvalorização da mulher como profissional no mercado de trabalho por se ocuparem dos filhos, ainda que a maternidade seja um imperativo social para a mulher Criminalização da interrupção voluntária da gravidez
Fonte: Câmara dos Deputados

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