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| Fonte: Reprodução |
Expulsão é a terceira de um
policial militar desde que a CGD começou a abrir investigações sobre o motim.
isciplina dos Órgãos de
Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD) puniu mais quatro
policiais militares por participação no motim, realizado por parte da
corporação entre fevereiro e março de 2020. Com a decisão, foi expulso o terceiro
militar estadual por envolvimento na paralisação desde que as
investigações foram abertas pela Controladoria.
As decisões foram assinadas
pelo controlador Rodrigo Bona Carneiro e publicadas no Diário Oficial do Estado
(DOE) nesta sexta-feira (24). O g1 não
localizou a defesa dos servidores.
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O soldado Antônio Soares Lima
Filho, que atuava no 18º Batalhão de Polícia Militar (BPM), no Antônio Bezerra,
epicentro do motim, foi expulso da Corporação. Ele foi considerado culpado
das acusações e "incapacitado de permanecer no serviço ativo" da PM.
A decisão cabe recurso ao Conselho de Disciplina e Correição.
Segundo a decisão, o soldado
aderiu de forma espontânea à paralisação das atividades, decorrentes do
movimento grevista e, no dia 24 de fevereiro de 2020, "se juntou aos
militares amotinados no Quartel do 18º BPM (local de concentração), valendo-se
de equipamento próprio das forças policiais, o que demonstra afronta à
disciplina militar e, em assim sendo, praticado ato de incitação à subversão da
Ordem Política e Social e instigado outros policiais a atuarem com
desobediência".
De acordo com o controlador de
disciplina, o processo foi aberto para investigar a atuação do militar após ele
ter sido gravado pilotando uma motocicleta oficial do Batalhão da Polícia
Rodoviária Estadual (BPRE). A imagem foi divulgada em redes sociais, conforme a
decisão.
Permanência disciplinar
Outros três servidores da
Polícia Militar foram punidos com a sanção de permanência disciplinar por
também terem envolvimento no motim policial de 2020. O sargento Cléber de Lima
Oliveira, o soldado Jocicleison de Lima Alves e o soldado Akácio da Silva Varela.
Os policiais estão lotados no
Destacamento de São João do Jaguaribe e, conforme a controladoria, durante a
jornada de serviço do dia em que se iniciou o motim, eles foram abordados por
mulheres supostamente integrantes do movimento paredista, que esvaziaram seus
pneus, o que teria deixado o veículo sem utilização.
"Durante a jornada de
serviço, por volta das 22h30min do dia 18/02/2020, se deslocou até a Cidade de
Limoeiro do Norte/CE para abastecimento, quando teria recebido um pedido de
socorro (Código – S21), via rádio, ocasião em que fora abordada por mulheres,
supostamente integrantes do movimento paredista, as quais esvaziaram os pneus
da viatura, permanecendo sem utilização na referida Companhia", explica a
decisão.
Dois já foram expulsos
Em junho deste ano, o soldado
da PM Raylan Kadio Augusto de Oliveira foi o primeiro
a ser expulso pela CGD por causa do motim policial. Em julho, a
Controladoria expulsou
o bombeiro Magno Maciel da Silva.
O ex-policial militar Márcio
Wescley Oliveira dos Santos, por sua vez, foi demitido. Ele já estava afastado
dos serviços, uma vez que teve a candidatura para o cargo de vereador deferida
em 2020. Militares da ativa não podem por lei se candidatar a cargos políticos
eletivos.
Fonte: G1

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