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| Foto: Reprodução |
Soldado da PM recebeu punição
máxima por participar de ocupação ilegal ao 18º BMP, em Fortaleza
AControladoria Geral de
Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD) do
Ceará confirmou, nessa sexta-feira, 24, a expulsão de mais um policial militar
por participação no motim de 2020. A punição, que consta em portaria publicada
no Diário Oficial do Estado, foi aplicada ao soldado da PM Antônio Soares Lima
Filho, que respondia a Processo Administrativo Disciplinar (PAD), no âmbito da
CGD, desde 10 de março do ano passado.
Segundo o relatório da
comissão processante, o militar violou deveres e princípios básicos da
profissão, incorrendo em prática de transgressão disciplinar. O documento cita
que o soldado não só participou da ocupação ilegal do 18º Batalhão (Antônio
Bezerra), considerado epicentro do motim, como também incentivou outros
companheiros de farda a aderirem à paralização.
“[…] o citado militar, além de
aparentemente haver aderido de forma espontânea à paralisação das atividades,
compareceu ao Quartel que era utilizado como local de concentração dos
amotinados, valendo-se de equipamento próprio das forças policiais, o que, em
tese, demonstra afronta à disciplina militar e, em assim sendo,
hipoteticamente, pode ter praticado ato de incitação à subversão da Ordem Política
e Social, assim como instigado outros policiais a atuarem com desobediência,
indisciplina e incorrerem na prática de crime militar, dando azo a configuração
dos delitos de ‘Incitação’”, relata a A defesa negou envolvimento do PM com o
motim e argumentou que ele teria comparecido ao Batalhão “apenas para buscar
informações”, pois havia sido comunicado que uma equipe policial estava à sua
procura. Segundo os advogados, ao chegar no local do movimento paredista, o
soldado se encontrou com um cunhado, também militar, e “desabafou sobre o que
havia ocorrido”. Ainda de acordo com a defesa, naquele momento o PM “estava
desorientado” e foi surpreendido com a ação de colegas “que queriam levá-lo
preso por ser cunhado de um dos envolvidos no motim”.
Ao rebater as alegações dos
advogados, a portaria sustenta que a análise de imagens captadas no local do
motim, a oitiva de testemunhas e o lastro probatório do processo comprovam, de
modo inequívoco, que o PM “contribuiu para o agravamento da situação e o aumento
do movimento paredista”. O documento ainda afirma que o soldado teve
“comportamento miliciano”, caracterizado por desprezo, desrespeito,
indisciplina e insubordinação à administração militar.
O jornalista Alexandre Garcia
foi demitido da CNN hoje. Mais cedo, ele havia sido desmentido no ar durante
uma participação ao vivo, no quadro “Liberdade de Opinião”, por defender o
tratamento precoce contra a covid-19. Após a demissão, ele disse que vai seguir
trabalhando no seu canal do YouTube.
A emissora divulgou uma nota
na noite de hoje deixando bem claro que a rescisão foi tomada especificamente
pelas posições do comentarista no último ano, que vão contra a ciência.
Vale ressaltar que não há
medicações com eficácia cientificamente comprovadas para estágios iniciais da
covid-19.
Segundo a CNN, o quadro da
“Liberdade de Opinião” continuará dentro do jornal “Novo Dia”.
Veja o comunicado:
A CNN Brasil comunica que
rescindiu o contrato com o jornalista Alexandre Garcia nesta sexta-feira (24).
A decisão foi tomada após o
comentarista reiterar a defesa do tratamento precoce contra a covid-19 com o
uso de medicamentos sem eficácia comprovada.
O quadro “Liberdade de
Opinião” continuará na programação da emissora, dentro do jornal “Novo Dia”.
A CNN Brasil reforça seu
compromisso com os fatos e a pluralidade de opiniões, pilares da democracia e
do bom jornalismo.
Defensor do tratamento precoce
A CNN voltou a desmentir uma
fala do jornalista durante o programa “Novo Dia” de hoje.
Em sua participação no quadro
“Liberdade de Opinião”, o comentarista falava sobre as denúncias contra a
operadora de saúde Prevent Senior quando afirmou que os “remédios sem eficácia
comprovada salvaram milhares de vidas.”
Vale lembrar que a empresa é
alvo de investigações no MP, na Polícia Civil e na CPI da Covid por
supostamente pressionar seus médicos conveniados a tratar pacientes com
substâncias do “kit covid”, como hidroxicloroquina, contraindicada para a
covid-19.
Os tais remédios sem eficácia
comprovada salvaram milhares de vidas sendo aplicados imediatamente, mesmo
antes do resultado do teste. É na fase 1, na fase 2 às vezes evitam
hospitalizações. Na fase 1 sempre evitam hospitalizações, sempre evitam
sofrimento. Na fase 3 são ineficazes, depois que a pessoa já está hospitalizada
ou intubada. […] Essa questão de eficácia comprovada a gente só vai saber daqui
uns três anos. Agora tudo é experimental. disse Alexandre Garcia
Ao final da participação do
jornalista no quadro, a apresentadora Elisa Veeck desmentiu a fala de Garcia e
reforçou que as opiniões dos comentaristas da CNN não refletem a posição da
emissora.
Reitero sempre para vocês que
nos acompanham que as opiniões emitidas pelos comentaristas do quadro não
refletem necessariamente a posição da CNN. E mais um acréscimo aqui neste fim
do quadro de hoje, a CNN ressalta que não existe um tratamento precoce
comprovado cientificamente para prevenir a covid-19. O que a ciência mostra é
que a prevenção, com o uso de máscaras e a vacinação, são as únicas maneiras de
combater a pandemia. afirmou
Polêmicas na CNN
Alexandre Garcia coleciona
polêmicas na emissora. Recentemente, no “CNN Novo Dia”, ele foi desmentido ao
vivo após afirmar que jovens “não precisariam tomar a vacina segundo as
estatísticas.”
O comentarista também se
desentendeu com Rafael Colombo ao dizer ironicamente que “não estava sendo
entrevistado” ao ser contrariado pelo apresentador quando defendeu que o presidente
Jair Bolsonaro (sem partido) tinha “todo o direito” de lançar um decreto
proibindo governadores e prefeitos de decretarem restrições para o controle de
coronavírus.
Além disso, em 27 de julho do
ano passado, primeiro dia do quadro, Garcia fez apologia do remédio cloroquina
dizendo que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) “é a comprovação
científica de que o uso da hidroxicloroquina dá certo”.
O que é o tratamento precoce
O CFM (Conselho Federal de
Medicina) aprovou um parecer no ano passado dando autonomia aos médicos que
queiram receitar as medicações, desde que os pacientes tenham ciência de
possíveis efeitos colaterais. No entanto, o conselho não recomenda o suposto
“tratamento precoce”.
A hidroxicloroquina, uma das
medicações mais citadas pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), é
contraindicada em casos de covid pela OMS (Organização Mundial da Saúde), pela
Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e pela maioria dos
fabricantes brasileiros.
Fonte: Reproduçao

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